A interferência da medicalização no processo de tratamento das disfunções sexuais

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Nos últimos anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS, 2017), a dificuldade erétil atingiu a média de 30% dos brasileiros, que acabam por evoluir a quadros de disfunções sexuais crônicas.

Com isso, tendenciou o aumento de metodologias e recursos para soluções nessa área, tendo em vista que existe um alto índice de pacientes que não procuram auxílio para essas dificuldades por falta de acesso à informação e também pelo tabu que ainda existe em relação às dificuldades sexuais. Tabus esses, que se tornam sólidas barreiras de impedimento para iniciar um tratamento, evoluir na desconstrução do caso e intervir no senso de masculinidade.

A medicalização está inserida em um contexto duvidoso quando tratamos de aspectos multifatoriais, como as funções sexuais. Mas o que isso significa e representa?

Como exemplificado na bibliografia científica por Aquino (2005), Carrara (2009), do Nascimento (2009), a medicalização acaba por tirar a imagem de prazer e algo leve da relação sexual e trazer a tensão e ansiedade de uma “provação”. Mas provação de que? De conceitos enraizados pela sociedade, masculinidade, virilidade entre outros. 

Com isso, mesmo que  um paciente inicie um tratamento extremamente específico, ele pode não obter êxito, já que a parte psicológica não aceita a condição estabelecida como algo natural e influencia diretamente na autoestima e resultados diários.

A frustração atua como forte inimigo do paciente, e por isso é importante procurar pela desmedicalização dos tratamentos e absorção de metodologias fisiológicas, que observam o contexto como um todo e desconstruam barreiras de aceitação diversas.

                 Quando se considera somente a medicalização como solução, temos forte tendência ao vício psicológico a essas composições e o condicionamento totalmente dependente delas para ações.

As fórmulas efervescentes existem no mercado farmacêutico há mais de 250 anos. Como já citado por Dordio (2012), esta metodologia é culturalmente vinculada a dificuldades comuns do dia-a-dia, como desconfortos estomacais, gripes e outros. Com isso, podemos perceber que a mudança da ingestão de capsulas, sprays sublinguais e até mesmo injeções penianas, com a intenção de suprir necessidades sexuais, para metodologias mais usuais, práticas e discretas, pode ser um grande passo para os resultados finais.

O fato do paciente compreender um nível de complexidade inferior da sua dificuldade e manusear um medicamento aparentemente comum, contribui diretamente para o bem-estar e reverte o sentimento de exposição ou dependência de um fármaco.

O principal objetivo dessas metodologias é fazer com que a relação se torne mais leve, prazerosa e corriqueira para os pacientes, tirando o aspecto pesado que na maioria dos casos faz com que se sintam incompreendidos e cobrados, tanto pela dificuldade quanto pelo fato de fazerem um tratamento e terem que corresponder com resultados.

É importante ressaltar que quando tratamos de sexo, não devemos rotular como certo ou errado, tamanhos, potência ou duração. O importante é o benefício que se absorve através dos prazeres para quem o pratica e de forma natural.

Credibilidade e Confiança

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