A relação do álcool com a disfunção erétil

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Descubra como o álcool pode interferir na sua vida sexual, além, é claro dos prejuízos ao seu corpo, como também descobrir se há uma dosagem segura e o que é disfunção erétil, conhecida popularmente como "brochar".  



Mito ou verdade? O álcool pode provocar disfunção erétil?


Você já se perguntou se a ingestão de álcool pode  prejudicar sua performance na cama? Não? Pode ficar tranquilo que a Dr Pocket foi em busca de respostas sobre o assunto. É comum, com a chegada do verão e o período de maior frequência de pessoas em férias, que o consumo de bebidas alcoólicas aumente. 


Segundo pesquisas realizadas pela Organização Mundial da  Saúde (OMS) a média mundial de consumo per capita é de 6,4 litros ao ano,  entretanto os brasileiros chegam a consumir 7,8 litros ao ano. Entre as bebidas mais procuradas e ingeridas a favorita no Brasil é a cerveja com 61,8% de popularidade.


Esse aumento no consumo está ligado diretamente a diversos fatores, entre eles o fato do Brasil ser um país tropical, isto influencia diretamente. Provavelmente você já deve ter imaginado tomar aquela cerveja em um  dia de calor, e não tem nenhum problema em pensar nisto, porém a grande questão fica por conta do consumo excessivo, se pode de fato provocar disfunção erétil ou não.


Muitos mitos e verdades foram criados acerca do tema, como explica a psicóloga Laura Olivar: "É comum as pessoas acharem que  após efetuar a ingestão de álcool   seu apetite sexual aumenta ou até mesmo melhore sua performance na cama, porém isto é mais uma ilusão causada pela sensação inicial que o consumo de álcool traz, mas é aí que mora o perigo, pois está longe de ser um potencializador do desempenho sexual ".


O que se esclarece, é que os efeitos do álcool no Sistema Nervoso Central são percebidos em dois momentos: no primeiro estimula e no outro deprime. O equívoco se dá no primeiro momento, onde a sensação de relaxamento, euforia e desinibição invade a pessoa, entregando uma atmosfera de poder e impulsividade. Já no segundo momento ocorre a sensação de fraqueza corporal, tontura, perda de controle sobre si, juízo crítico, coordenação motora e sonolência. Os efeitos agudos do consumo do álcool vão desde perda de consciência até estados de coma, bem como a sobrecarga em órgãos como o fígado, coração, vasos e estômago.



Justamente quando o consumo aumenta, o corpo vai anulando capacidades, trabalhando assim em uma sobrecarga de órgão vitais e sistemas essenciais ao bom funcionamento corporal, além de acarretar outros efeitos, como a perda  ou o amortecimento da sensibilidade do corpo, inclusive dificultando a resposta a estímulos sexuais, o que afetaria diretamente a capacidade do homem ter uma ereção com 100% de potência ou até mesmo atingir ao orgasmo de  fato. 



É importante abrir um parênteses e reiterar que, tão importante quanto os fatores físicos da ação do álcool no organismo, também estão os fatores externos, pois não saber o que se  faz, ficar completamente vulnerável e passivo a ações do ambiente podem conduzir o indivíduo a situações e riscos potencialmente letais para si e para terceiros, como: acidentes de trânsito, exposição sexual,  entre outros.


Mas voltando as ações do álcool primariamente ao organismo é possível afirmar que  essas consequências da ingestão excessiva interligados, consequentemente contribuem para uma relação sexual não satisfatória, então quando o homem está sobre o efeito excessivo de álcool em muitos casos o desempenho sexual será inferior ou insatisfatório caso não estivesse alcoolizado. 


Retomando a grande indagação inicial, o álcool por si só e sem dimensionar o fator consumo não pode ser capaz de provocar a disfunção sexual, entretanto ele está ligado diretamente a outros fatores como um desempenho sexual não satisfatório, ejaculação precoce, não conseguir uma ereção potente, entre outros. Portanto, esses quadros ocorrendo de forma recorrente em combinação a um estilo de vida que não observe um acompanhamento do estado geral de saúde podem sim, a médio e longo prazo, levar a disfunção sexual de alto prejuízo pessoal como a disfunção erétil. 



Os fatores fisiológicos que desencadeiam a disfunção erétil, estão ligados diretamente aos fatos mencionados anteriormente de como seu corpo trabalha durante o sexo. Desta forma sobrecarregar seu corpo a longo prazo, faz com que o mesmo gradativamente tenha perda em seu desempenho sexual, sem falar na dependência química. 


Todavia as consequências psicológicas podem ser ainda mais destrutivas, já que homens com disfunção erétil sofrem toda uma pressão social, cultural e pessoal sobre seu bom desempenho sexual, comumente associado à virilidade masculina, assim seu emocional pode ser mais um fator para contribuir na disfunção. 



Neste universo de fatores que podem levar a disfunção sexual o fator psicológico é abalada tanto quanto o fisiológico, já que a longo prazo com  a recorrência de falhas no seu desempenho sexual o homem passa a ter uma série de problemas emocionais como insegurança, culpa e baixa autoestima e estes sentimentos podem o colocar em um processo de consumo ainda maior de álcool como uma válvula de escape para tais sentimentos


Para tanto, o álcool consumido em doses exageradas, pode provocar dependência química, essa mesma fica atrelada a fatos orgânicos e psíquicos, trazendo problemas de saúde, relacionamentos e na vida como um todo de um indivíduo. Eis que volta a indagação, se o consumo excessivo pode provocar tantos males, por que o homens ainda continuam fazendo a ingestão em  excesso?  

   






Como o álcool age em nosso organismo


Muito se fala dos prejuízos que o álcool pode proporcionar na vida do ser humano,  porém você sabe de fato como ele age em seu organismo? É pensando nessa pergunta que a Dr Pocket foi em buscas dessa resposta, além de explanar o tema de maneira simples, informativa e direta para seu fácil entendimento. 


O álcool basicamente são moléculas de etanol e quando você efetua a ingestão dele, seu corpo vai trabalhar para efetuar a quebra dessas moléculas de tal maneira para se livrar, travando assim uma espécie de guerra interna.



Como o álcool age em nosso organismo e os mecanismos  de dependência


Para compreender essas questões é importante observar três aspectos básicos: o álcool culturalmente em nossa sociedade, fatores de predisposição genéticos e os mecanismos de dependência química em nosso cérebro.


Falando culturalmente o consumo de bebidas alcoólicas está ligado diretamente a um hábito de socialização, onde individuais se utilizam deste artifício para interagir, é comum vermos em festa, formaturas, reuniões de famílias e amigos o seu consumo, e quando se está em locais assim que não possui esse consumo é olhado com uma  estranheza, já que isto faz parte de um senso comum e de uma cultura herdada de antepassados e fortalecida através de inúmeras campanhas de marketing que ao longo do tempo implementou e enraizou em nossa cultura. 


Quando falamos em aspectos genéticos, sabe-se que mecanismos de dependência química, podem ser herdados e passados para futuras gerações, já que essas predisposições uma  vez manifesta e um individual, são comumente herdadas e podem ser ativadas como gatilhos de dependência em seus descendentes ao efetuar a ingestão de álcool, como exemplificado com base em estudos feitos pela  Unidade de Pesquisa de Álcool e Drogas (Uniad).


E como relembra a psicóloga Laura Olivar de forma simples a ser compreendida, uma parte do nosso cérebro chamado de sistema de recompensa, é acionada em determinada situações. Quando existe um fator genético no caso do alcoolismo, este sistema ativa o componente aditivo ao identificar a presença no corpo do indivíduo. Deste modo, com o passar do tempo e das dosagens ele começa a reagir a esse estímulo de maneira positiva ou seja quanto mais  ingerir álcool, mais seu organismo vai se sentir  bem momentaneamente, e quando você parar de dar esse estímulo ele cria gatilhos informando que você precisa de doses cada vez maiores para gerar a sensação de ‘recompensa e bem estar e consequentemente essa dosagem vai se tornando cada vez mais maior.   



Mas afinal de contas existe um dose segura de álcool?! 


Não podemos apenas ‘demonizar’ o álcool, mas quando se compreende todos os males que ele pode proporcionar a seu corpo e sua vida sexual, fica mais fácil de administrar uma vida equilibrada e saudável. Pensando nisso, há uma dose de álcool segura para seu organismo e que  não venha prejudicar suas relações sexuais?!


É em busca dessa resposta que a DrPocket, consultou a psicóloga Laura Olivar, para lhe responder, onde a mesma exemplifica que dose segura não existe de fato, já que cada ser humano reage de uma maneira diferente e suporta dosagens distintas, mas que a recomendação seria entre uma a duas doses (200 ml) eventuais e não sequenciais de álcool para pessoas sem comprometimentos prévios na saúde e acima de tudo o bom senso, considerando aspectos biopsicossociais.


A sabedoria popular é muito assertiva quando diz  que “a diferença entre o veneno e o remédio é a dose”, portanto cabe ressaltar que o equilíbrio deve imperar nas escolhas no que tange o consumo de álcool e isso deve ser uma regra para não causar malefícios ao organismo e assim poder desfrutar de toda a capacidade física e emocional garantido um desempenho sexual satisfatório, momentos de intimidade segura e prazerosa. 


Pensou em sair! E quer beber? Observe sua saúde e se tudo estiver bem, procure não exagerar e pensar no seu limite, mantenha-se apenas em duas doses no máximo, isso garantirá sua satisfação sexual, proporcionando prazer tanto para você como sua parceira (ou parceiro) e evitando complicações ao seu corpo e mente, evitando consequentemente problemas como a disfunção erétil ou até mesmo agravando um quadro já existente. Mas agora que você já está informado sobre o álcool e como ele age em seu corpo e como  ele pode vir acarretar em problemas como disfunção erétil, ejaculação precoce entre outros problemas, você precisa  saber o que é disfunção erétil e a diferença de brochar.




  Brochar ou disfunção erétil, o que é afinal de contas?


Brochar e disfunção erétil é a mesma coisa? E você realmente sabe o que é? E como diferenciar? São dúvidas que acometem os homens em alguns momentos de suas vidas, porém diferenciá-las e desmistificar sobre o assunto é fundamental para um bom desenvolvimento das relações.


Mas de maneira simples e direta o termo popularmente denominado "brochar" refere-se a uma falha ou um desempenho íntimo não satisfatório, que acontece de maneira externa e atipicamente, seja por fatores de estresses psicológicos, fadiga ou eventuais situações.


Entretanto, a disfunção erétil se configura quando o homem apresenta um quadro recorrente, crônico, ou seja,  uma constância na falha de seu desempenho na hora de fazer sexo, que por muitas vezes ocorre desde quadros leves, quando se mantém a capacidade mediante a estímulo de ter uma ereção mesmo que de baixa potência, mas propicia um ato sexual completo ao homem e parceira(o), quadros moderado quando se consegue a ereção mesmo que de baixa potência, mas não é mantida inviabilizando a conclusão do ato sexual e quadros severos quando o homem não é capaz de ter qualquer reação no pênis para uma ereção independente da circunstância ou estimulação para realizar o ato sexual.


Segundo a psicóloga Laura Olivar, a disfunção erétil pode ser multifatorial: Devem ser considerados fatores psicológicos, orgânicos e situacionais. Entretanto, ressalta que muitas vezes um quadro de disfunção erétil e insatisfação com seu desempenho sexual e a via de acesso a um profissional de saúde e acabam descobrindo com exames e um check up simples que  sua saúde pode estar em risco. Essa “cultura masculina” de resistência, falta de tempo, desconhecimento, vergonha ou preconceito pode trazer riscos graves, por isso a DrPOCKET reforça a importância das campanhas de prevenção e promoção a saúde íntima masculina.


Por fim Laura cita que homens que apresentam problemas relacionados a disfunção erétil, acabam por ter um importante prejuízo não apenas resguardados a eles,  mas também a suas parceiras(os) gerando afastamento, conflitos, sentimentos de culpa e fracasso  nos relacionamentos e na saúde íntima do casal. 


Portanto, o fato de “brochar” não deve ser considerado uma catástrofe irreversível pelo homem, mas o mais importante é saber dar atenção aos sinais que seu corpo emite. Entender que falhar na hora “H” pode estar anunciando que fatores importantes de cunho biopsicossociais, estão em desequilíbrio e merecem atenção. Se estas falhas já se tornaram frequentes, então é hora parar de tentar resolver sozinho e buscar por profissionais especializados em saúde íntima masculina como a DrPOCKET preparada para acolher a demanda, diagnosticar a causa do problema e tratar este homem de acordo com a sua necessidade, conduzindo-o a retomada de sua qualidade de vida e autoconfiança.


Redator - Giulio Cesar Correa

Credibilidade e Confiança

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